sábado, 25 de julho de 2009

dribles e jogadas de efeito, lançamentos preciosos, embaixadinhas, lençóis e firulas!



Sexta-feira passada, numa linda festa vascaína em São Januário, entra em campo o menino Philippe Coutinho. Ele tem apenas dezessete anos e está vendido por milhões de euros para a Internazionale de Milão. Quando Philippe Coutinho entrou em campo, o Vasco foi premiado com alguns instantes de magia e encanto. Não por causa de seu nome ou da badalação em torno dele. Sabemos o quanto já badalaram falsos craques e falsos gênios em outras oportunidades. Mas porque Philippe, tão menino e tão franzino em meio aos atletas adultos e corpulentos que estavam em campo, destoava não apenas pela aparência de fragilidade, mas por lances luminosos e iluminados de habilidade e visão de jogo. Em duas primeiras investidas, livrou-se, com admirável elegância, de vários marcadores, criando jogadas de ataque com passes inacreditavelmente mágicos, abrindo o jogo em pontos futuros... um deslumbre de se ver!

Quando um menino como esse Philippe Coutinho entra em campo e enche os olhos do torcedor, provavelmente desperta no coração dos praticantes do antijogo uma estranha sensação de pequenez, de inferioridade moral, de desprestígio espiritual. Foi por causa de sentimentos mesquinhos como esse que talentos como Mauricinho e Pedrinho, eternos na memória dos vascaínos, foram praticamente cerceados em sua trajetória no futebol, enquanto seus agressores permaneceram em atividade após cumprirem alguma suspensão, recebendo salário alguns dias sem jogar, como “recompensa” por terem causado dor física e prejuízo profissional aos colegas.

Fonte:http://www.supervasco.com/colunas/por-voce-philipe-coutinho-mais-bacalhau-e-menos-sardinha-1544.html

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